quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Filho

“Desperto mais uma vez do sono eterno, seu pai havia voltado e sua fome pelos humanos estava maior do que qualquer coisa. Sentiu que era seu dever acabar com isso de uma vez por todas.

            Correu pela floresta mais densa e se infiltrou no castelo que uma vez foi seu lar, o local estava muito diferente da ultima vez, aquela ruínas apareciam a cada mil anos, sempre diferente da ultima.

            Pronto para a batalha se depara com a morte e ela numa tentativa de sabotar seus planos toma para si todos os pertences e desaparece no vazio da escuridão. Mesmo desarmado e sem proteção, continuou seu caminho, matando todos aqueles que um dia já foram seus aliados.

            Adentrou em um pesadelo, viu sua mãe sofrer novamente nas mãos dos humanos, angustia e sangue escorreram pelo o rosto da bela dama, naquele momento a luxúria o enganará. Agora, sem escolha, precisava subir ao topo e enfrentar seu pior inimigo o famoso caçador de vampiros. Um Belmont. Venceu a tensa batalha, seu mundo virou de ponta cabeça quando notou que o inimigo era outro, dessa vez a ganância o enganará, refez todos os caminhos, buscou respostas, as relíquias de Vlad Tepes te deixavam cada vez mais perto de seu pai e a meia-noite poderia se encontrar com ele, e a batalha milenar aconteceria entre pai e filho.

            - Volte para onde você veio! Nunca mais perturbe a alma de minha mãe! – Exclama Alucard guardando sua arma.

            - Como? Como foi derrotado assim?! – Responde Drácula com medo e perturbação.

            - Você esteve condenado dês de que perdeu a habilidade de amar. – Diz Alucard olhando tristemente para seu pai acabado.

            - Ah... Sarcasmo... O que adianta um homem ganhar o mundo, mas perder a própria alma? – Suspira Drácula pressentindo aquele que o fim estava mais que próximo. - Diga-me, filho Quais foram as ultimas palavras de Lisa?

            - Ela disse. “Não odeie os humanos, Alucard. Se não pode viver com eles então não os faça nenhum dano. Mas o destino não sorriu pra ela. Ela pediu para te dizer que amaria o senhor por toda a eternidade.

            - Lisa! Me perdoe! Adeus meu filho! – Essas foram as ultimas palavras de Drácula antes de ser consumido pela luz.


            Era Alucard o lendário filho do Drácula que depois de vencer a árdua luta contra seu próprio pai, poderia descansar pela eternidade até que algum novo mal ameace o mundo novamente. O Castlevania vai sendo levado para o além de um buraco negro e toda dor de um passado é levado embora, restando somente à vitória diante a lua cheia.” - Filho. Miguel Lima

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Floreio de uma Alma

"Deitado descansando de uma tensa caminha acabo dormindo sobre aquelas pequenas plantas que cobrem aquele chão úmido do orvalho, o sol ainda não nasceu, mas já preenche o céu com seu pequeno ponto de luz, o ar era gelado e gostoso, não avia nenhuma nuvem só um grande azul. O jardim era infinito, de um horizonte ao outro, só conseguia enxergar aquela grande cerca viva que fazia um labirinto infinito. A canção era uma só, reconhecia aquela voz. Levanto descansando e pronto para mais uma corrida, porém a incerteza me cerca junto com essas plantas, respiro fundo e continuo o caminho que a princípio era um só.

Me encontro cercado por todos os tipos de flores dês da papaína até as orquídeas, as cores foram um esplendido show de misturas. Percebo que ao olhar para o céu vejo que ao norte se encontra a Lua Nova e atrás de mim, o Sol, os dois muito bem visíveis, era estranho parecia um sonho bom e tranquilo. Meu coração acelera com cada passo dado e sinto nossas almas se entrelaçando num romance quase vazio com sua inexistência, procuro entender a vida e as palavras da última vez, eu não queria deixar aquilo para trás, pretendo terminar de escrever aquelas belas palavras, essas que serão as últimas.


Observo a mim mesmo naquele silencio e nas longas passadas pela grama daquele lugar místico e quieto, quando ouço uma voz e ao virar para primeira entrada a direita, encontro uma moça, bela e formosa num vestido branco e florido, ela dá um sorriso caloroso, eu ando até ela, cansado e acabado, seguro sua mão e encontro a rosa perfeita nos teus olhos. A noite havia caído, era possível ver tanto o sol, quanto a lua, o universo estava totalmente exposto marcado por estrelas, constelações, planetas e a vastidão do infinito, todos conspirando para nós e somente nós. Seu olhar fica triste ela solta minha mão e se afasta de mim, seu olhar fixo no meu mostrava desanimo e pouca fé. Uma rosa brota do chão e com ela várias outras, elas sobem e começam a se enrolar no meu corpo, abrindo grandes e profundas feridas e me impossibilitando de reagir... O que devo fazer? Enquanto sinto o aconchego dos espinhos." - Floreio de uma Alma. Miguel Lima.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Luzes Brilhantes

Aquela noite quente de verão era a última do ano, só podia esperar até meia noite para apreciar os fogos da vista mais bela vista de minha vida, o prédio não era muito alto, mas estávamos na cobertura, olhando o céus e as estrelas e apreciando a praia ao longe, ela com um vestido branco com rendas de flores, seu cabelo ainda estava curto e preto, eu a observava abrir e fechar a boca, mas a única coisa que ouvia era meu pensamento dizendo o quanto aquilo significava para mim. Eu estava de camisa amarela buscando me encontrar naqueles grandes olhos e naquela aura de rainha, enquanto eu era um escravo desejando ser um rei. Nós tínhamos nos divertido bastante naquele dia, a piscina estava ótima, sua família era alegre e divertida, me sentia como se fizesse parte de algo muito mais importante do que imaginava.

            Meu pensamento foi quebrado quando uma música dos anos 80 começou a tocar, todos os prédios estavam ouvindo Samba, pagode, sertanejo e derivados, fiquei surpreso quando me virei e vi a mãe dela colocando uma música diferente das outras, as duas começaram a dançar em uma sinergia em que só pais e filhos tem, tudo ficou em câmera lenta pra mim, ela ria sem parar e como não lembrar de sua risada? Seus olhos fechavam levemente, ela encolhia os ombros e soluçava sua risada. Senti meu sorriso no canto na boca, sempre foi difícil descrever o que eu sinto, mas se naquela noite você me perguntasse, com toda certeza eu te daria um texto com meu maior sentimento.

            As duas pararam de dançar, ela parou onde estava, deu um leve sorriso para mim e começou a se aproximar bem devagar e cada passo vinha um clarão até meus olhos. A combinação da Alquimia é a coisa mais perfeita do mundo, cabelo preto, lábios vermelhos e pele branca. Ao chegar bem perto seu olhar se fixou no meu e eu pude sentir seu verdadeiro calor, ela selou seus lábios nos meus, libertando meu desejo de tela em meus braços naquele momento e para sempre.

            A queima dos fogos começou e lembro-me de abraça-la e assistir atentamente cada luz brilhante, e são essas imagens que ficam presas em minha mente, o estopim para o fogo ardente de cada um daqueles foguetes e as lindas cores tomavam conta dos meus olhos naquele momento.

            Deitamos naquele sofá ostra que tinha ali do lado, um anjo sorridente apagou as luzes, a música calma tocava e enchia nossos ouvidos com sua beleza sem fim, eu só conseguia me concentrar naquele momento perfeito, seguramos nossas mãos e ficamos ali, deitados olhando um para o outro, trocando sorrisos e harmonias dos nossos seres. Minha boca abriu um pouco, como se eu fosse dizer algo, mas eu parei e abaixei a cabeça. Eu podia ter dito, podia ter dito antes que fosse tarde demais, meus verdadeiros sentimentos dos quais nunca tive oportunidade de dizer ou mostrar. Eu fui escravos dos meus próprios estereótipos, enquanto ela era minha Rainha, eu poderia ter sido seu Rei. - Luzes Brilhantes. Miguel Lima


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Cancelado

"O sol planeja voltar logo, porém os dias continuam esquecidos. A noite gélida e sombria. O homem de longa capa que anda na rua muito suavemente, sabia o que estava fazendo. O crucifixo batia em seu peito com os passos, sua mente ainda parada naquele lugar onde se perdeu mesmo sabendo a saída, a chuva fina e fria caia em sua cabeça com longos cabelos pretos, seus olhos mortos e cansados fitavam o chão e fuzilavam a água. Um poste ascende. Seus olhos logo sobem focando diretamente a luz, mas ela era forte demais, cansa e desgasta-os, mas havia uma luz, mesmo para uma alma perdida, havia uma luz e isso fez seu coração bater novamente." Cancelado(Texto muito velho). Miguel Lima.

Singularidade

          Era um belo fim de tarde, o sol despejava suas ultimas películas da esperançosa luz, o vento era calmo e frio, aquela noite seria o solstício de inverno. A chácara do “meu tio” era grande, cheia de arvores e com um gramado imenso onde nós e os cachorros costumávamos correr e pular durante o dia, e quando a noite caia, nós íamos dormir em barracas, já que a casa não estava totalmente pronta, mas aquele dia ia ser diferente dizia eu sorrindo enquanto falava com dois amigos meus, um grande e forte e com um magrelo louco. Tínhamos exatos treze anos de idade, e depois de um dia cansativo, nos sentamos na pequena casa para comermos e conversarmos sobre nossas incansáveis descobertas do dia. Lembro que ela havia sentado com a gente, aquela que tinha os cabelos vermelhos, olhos penetrantes e cansados, junto com sua incrível revolta com o mundo tal como ele é, alguém que eu realmente não conseguia tirar os olhos nem por um segundo.

            O Sol tinha acabado de se por e a Lua sobre nossas cabeças nos conectava mais uma vez com o vasto silencio do universo. Os grilos começaram a cantar dando inicio a sinfonia da natureza, e nós, sem nenhuma preocupação, continuávamos a jogar conversa fora, quando meu amigo louco apontou para um canto e gritou:

            - Vocês viram aquilo?! – Perguntou entusiasmado e correndo atrás de uma lanterna.

            - O que era? – Retruca meu amigo grande e forte, seguindo o louco com a cabeça.

            - Sei lá! Mas eu quero descobrir! – E com um salto ele corre pro meio da mata e logo
atrás meu outro amigo.

            - Você vem? – Perguntei pra ela, com algo que era pra ser um sorriso.

            - Mas é claro! – Ela se levanta e nós seguimos conversando até a entrada da mata.

            Aquela entrada nos leva a parte de baixo da chácara, onde havia um lago onde “meu tio” e seus cachorros nadavam, lá era muito escuro, não tinha nenhum tipo de iluminação e as arvores rodeavam tudo aquilo. Eu e a Moça descemos para encontrar os outros dois.

            Só conseguíamos ouvir os dois gritando e rindo bem alto, correndo atrás um do outro, enquanto nós estávamos um pouco longe conversando sobre absolutamente nada... Foi quando... Eu comecei a tremer... As coisas começaram a passar pela minha cabeça, coisas das quais eu nunca tinha feito, pois tinha medo, eu comecei a sentir o frio do ar, parei de ouvir o que ela dizia e ouvi meu coração batendo bem de vagar, observava a escuridão, mas só conseguia enxergar o que eu realmente queria, sentia o cheiro daquele perfume de pimenta que me fazia estremecer, segurei sua mão que estava quente e se misturava com o meu frio, e por fim interrompi sua fala com meus lábios trêmulos e inexperientes, sentindo o doce sabor da sua luxuria, enquanto eu sentia a intensidade da vida, a intensidade do meu sentir. Foi naquele momento escuro e frio que entendi a singularidade de todas as coisas. - Singularidade. Miguel Lima