sábado, 12 de abril de 2014

Pérola do Sol

"Aquele horizonte vivo cheio de nuvens esperançosas, o sol do fim de tarde coloria com seu “laranja avermelhado”, o som dos pássaros entregavam aos meus ouvidos o todo da natureza. Eu ando nas areias da praia segurando sua mão quente, o calor contagiante me leva a entender o seu ser, eu sentia que o suor da luta era bem mais amargo, mas seu beijo era doce como os dias lindos que estive ao seu lado.
Você com aquele manto de seda preto se joga na areia e ri olhando para as estrelas, eu sento ao seu lado e beijo sua testa selando aquele antigo contrato, as ondas fazem aquele som mágico que me levam para mais perto do limite da vida, eu nunca me senti tão bem assim.

Você senta na areia e me olha com sinceridade, eu te beijo penetrando sua alma, nossas forças e nossos sentimentos dançam a luz da lua enquanto as ondas do mar batem nos nossos pés. Eu sinto seu coração batendo mais forte e mais intenso do que nunca, seus olhos castanhos são como pérolas do sol, aquelas que iluminam o pouco que restava no meu coração.


Eu te puxo e começo a correr segurando sua mão, corremos para dentro do oceano. Pérola do Sol adentrando o mar do universo, um mergulho nas estrelas do amanhã, do futuro que planejamos juntos." - Pérola do Sol. Miguel Lima

quinta-feira, 27 de março de 2014

Vox Æterna

"Sublime. Iluminado. Bagagem. Força. Amor. Suspiro. Olhares. Tudo o que eu acreditava era que tudo aquilo iria passar e que logo esqueceria daquele sentimento de risco, aquele sentimento que me deixou acordado por várias noite. Não olhe para mim agora, não me veja despejando sentimentos num ato de falta de amor próprio, meus olhos derramam gotas daquilo que foi um mar de acasos, sua gota fria aconchegava meu rosto desamparado.

Escuro estava meus olhos no memento de angústia por parte da noite, só queria uma faísca daquele alvor adormecido, nem que fosse o mais simples entre todas as fontes de luz, eu iria ama-la a cada pequeno detalhe e ia cultivar para que vire uma esplendida fonte Iluminada, assim como a minha.

            Eu ouvia o som do grande piano, uma voz simples toma conta de toda a catedral, a luz que entrava do vitral refletia uma bela silhueta de anjo com longos cabelos negros, ou algo parecido, seu vestido vermelho e preto me lembravam das Rosas que eu vivia tentando desvendar.


            Ela cantava com toda força de vontade, mesmo machucada queria dar tudo de si naquilo que mais amava, era onde poderia ser verdadeira e feliz, um desafio infinito, uma luta incansável para se tornar melhor do que já era, sua intensidade conquistava o coração de quem a ouvia, era tudo o que ela precisava. Eu observava com toda sinceridade possível, mesmo machucado sentia que naquele momento eu ia dar mais do que tudo de mim, aquilo que eu estava disposto a amar, onde eu poderia ser totalmente verdadeiro pra ser feliz com aquele Anjo da Voz Eterna, um desafio infinito, uma luta incansável para me tornar melhor, minha intensidade passou a ser gigantesca tudo para conquistar o coração de quem cantava e finalmente desvendar a Rosa. É tudo que preciso."Vox Æterna - Miguel Lima.

domingo, 23 de março de 2014

O Gatuno e a Bruxa I (?)

            “Clamava pela aurora no escuro da noite, eu era aquele que espreitava as árvores em busca de sangue ou ouro. Caia o diabo em forma de chuva transformando aquele caminho de terra em barro, a copa da arvore é minha casa, enquanto minha adaga é meu único bem material, minha pele era suja como minha alma corrompida, aqueles que cruzavam meu caminho eram levados a força ao purgatório.

            O que eu mais queria não estava comigo, na verdade, eu não sabia a sensação daquilo. Fui brutalmente assassinado pelas palavras frias da morte que me leva lentamente ao seu berço, a única coisa que ela queria é cantar aquela canção de ninar nos meus ouvidos para eu nunca mais acordar. Eu já não tinha opção de viver, só busco aquilo que os homens mais desejam, pois talvez isso tenha o mesmo efeito em mim, mas não tem.

            Relâmpagos cruzavam os céus, e eu cruzava a terra, como uma flecha cruza o campo para atingir seu alvo. Sabotar a carroça do rei era meu último feito. Roubar o livro de segredos da Bruxa e, quem sabe, buscar nele alguma coisa pela qual lutar, um novo objetivo, um novo motivo.

            Lentamente eu ia me preparando pra pular, a casca da arvore era pegajosa a chuva fria só dificultava as coisas, era tudo muito escorregadio. A qualquer momento a carroça surgiria, os guardas provavelmente me darão trabalho, volto a sentir a dor do corte feito em meu peito, quase me levou para escutar a canção da morte. Nesse momento preciso me preocupar com a Bruxa, ela talvez me dê mais trabalho do que qualquer coisa, sei que não posso cair na tentação de tua beleza e na soberba de tua palavra.


            Tochas da carroça surgiram no horizonte. Amarro meu cabelo, preparo minha adaga com um veneno mortal e visto minha capa preta com mancha de sangue daqueles que haviam conhecido a lâmina deste ladino. Desço como uma águia em fúria, dando um rasante diretamente no pescoço do cocheiro levando-o para o berço de minha aliada, os cavalos param, eu entro na carroça pela parte de cima, arrebentando o teto. Me deparo com uma jovem moça sentada, com um capuz preto e com um livro em seu colo. Ela dá um leve sorriso, eu uso minha adaga para tirar seu capuz e ver seu rosto, ele era tão belo, aqueles olhos negros que paralisam meus braços, seu rosto magro mostrava sua singela sensualidade e sua boca vermelha era a pura luxuria. Eu já não buscava mais o livro, ela tinha o que eu nunca tive. Eu havia encontrado algo pelo qual lutar.” – O Gatuno e a Bruxa I (?). – Miguel Lima.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Nirvana

            "A árvore que te entrego num jogo de vai e vem, não sei explicar se está de noite, mas posso ver as estrelas tocando nossa pele, sua mão é quente, consigo sentir seu sangue passando por suas veias, seu coração batia ao som daquela música, aquela que ainda não temos. Os vagalumes brilham a nossa volta iluminando nossas faces, a grama bem verde se mostrava nova em folha, estava molhada com o orvalho, meu sentimento era novo, porém único.

            Não parava de olhar no fundo dos teus olhos, aquele castanho que dominava uma parte do meu peito, mas a única coisa que eu realmente lembrava era da sua voz, suave, me falando sobre o universo e sobre a mente dos homens. Seu olhar era meio caído, com um sorriso sincero e afetuoso. Eu não parava de pensar que você me deu a mão.

            Jamais levantaria dos pés daquela arvore, eu apenas observava as constelações de uma vida, de um universo, da conspiração que talvez estivesse ao nosso favor, não há como descobrir ainda. Agora só penso em selar um contrato de corações, o qual leva um tempo e leva uma parte do meu peito, ao vento, por um momento.

            Observo atentamente o movimento dos teus braços, dos teus dedos, da tua íris, da suas asas negras, eu beijo sua mão branca e quente, e consequentemente beijo seu braço até chegar no seu pescoço e recito palavras sobre nossa vida, nossa pequena e curta vida, o grave da minha voz bate dentro do teu peito, eu te beijo selando nossos lábios e termino dizendo “Meu Anjo de Asas Negras”." – Nirvana. Miguel Lima.

sábado, 15 de março de 2014

Errante

"Ando e ando, sem rumo apenas andando.
Entendo o que cada ser humano sente.
Faminto de experiências; Eu preciso aprender a amar.
Medito meio monge meio sábio presente no tempo presente.

Apenas esperando para fazer o bem sem olhar a quem;
Ou a amar alguém sem ter alguém.
Andarilho sem destino cujo o objetivo é chegar ao próprio sol,
Que brilha intensamente, assim como este errante." Errante - Miguel Lima.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Ardor Escarlate

            “Eu não aguentava mais olhar para a cara dela, era como se fosse a morte à beira do abismo. Aqueles olhos que do fundo denunciavam a vontade de morrer em minhas mãos tremulas, eu não aguento mais segurar tanta vontade de sufoca-la enquanto ela chora pedindo mais e mais. No momento de decréscimo de minha sanidade fez com que eu tirasse uma lâmina afiada de minha gaveta, eu toquei sua ponta com meu dedo indicador e vi o sangue sair, sentia um prazer quase inexplicável, inesquecível, inevitável. Ela me olhava com desejo, seus dentes escorregavam pelo lábio e seu olhar fazia meu coração bater mais forte, era o desejo de sua pele.

            Levo a faca para frente de meu rosto, torço a cabeça levemente para o lado esquerdo e lambo sua lâmina com meu sangue que dançava no seu fio, e em um momento de devaneio, arremesso a faca em direção da minha amada, na esperança de manda-la para o inferno de nossas almas. Para minha felicidade, eu erro. E um suspiro saiu de sua boca, ela realmente queria ver o circo pegar fogo, e nós somos sua fonte de calor.

            Vou até ela, seguro seu pescoço com força e trago para bem perto do minha boca, só nos resta queimar. Sua mão direita desliza no meu braço, em quanto a esquerda puxa minha camisa levando minha boca até a dela, aquele calor intenso de paixão agonizante, ela me segurava pelo pescoço com aquelas unhas afiadas cravando minha pele, o liquido escarlate tomava conta de sua mão.


Aqueles restos de pano que cobrem e seguram nosso verdadeiro fogo, eu os rasgo e te entrego minha pele. Minha boca beija seu coração enquanto o sangue que ali bombeava se mistura com nosso suor impetuoso, e ela se deleitava com tanto ardor, mas eu não queria saber, só pensava em leva-la para o paraíso entorpecente, novamente, impaciente entrego o meu tudo, para receber o verdadeiro e violento Amor.” Ardor Escarlate - Miguel Lima.

segunda-feira, 10 de março de 2014

O Jardim de Jade

“Eu irei caminhar com minhas mãos amarradas, até que o dia volte a nascer, o diabo me prega peças mexendo com meus sentimentos e me fazendo de bufão para seus desejos insanos. Aquele minueto estava ao contrario, me despertava tristeza com a falta do som lírico daquele Anjo. Eu só poderia sentir a grama molhada nos meus pés, era escorregadio. A ponte suspensa nos céus ligando meu universo cheio de estrelas para um Jardim quase infinito, um Jardim de Jade.

Eu irei caminhar com meu rosto coberto de sangue, até o dia em que minhas palavras perderem força, nesse momento de pouco fascínio e desconhecido desejo. Eu sinto a brisa do vento como um sopro da Dama do Frescor. As folhas de Março são mais vivas e levemente trazidas pra perto das estrelas, uma corrente de ar no espaço, o verde inesquecível das lembranças quase impermeáveis daquele tempo em que as ações deste andarilho não valiam de nada.

Eu irei caminhar com meu estandarte das trevas, até que eu adentre aquele jardim promiscuo, preciso ouvir sua voz até o fim de meus dias. Os planetas se alinham num esplendido espetáculo de luzes e cores, mostrando algo do qual eu nunca havia visto ou sentido, era a paixão de um coração quase parado, apenas uma faísca para reacendê-lo, como um relâmpago com sua descarga elétrica violenta, como um Lobo que lidera sua alcateia, como um Navio a deriva no mar.

Eu irie caminhar, com minha ultima esperança para dentro do Jardim de seus olhos escuros, que um dia foram feitos de Jade. Eu daria minhas estrelas para conquistar o verde eterno que ali adormece.” – O Jardim de Jade. Miguel Lima

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Último Suspiro

“Um despencar incrédulo de um escritor faminto por poesia. Não. Por poesia não. Por Amor, algo que vive em deriva no seu coração jogando-o contra parede e satirizando sua cara e suas obras como meros meios de levar parte dele para outro ser igual, pode ser honroso de sua parte, mas no final ele fica sem nada, nada.

Cruzando oceanos pelo mar em fúria da mente da jovem amada, é impossível lutar contra a correnteza incerta dos seus olhos que mostram um dia verde. O convés está vazio como estas palavras mal ditas, e o horizonte parece cada vez mais longe e quase impossível de alcançar, mas ao fundo se encontra um coração um que bate fraco e com apenas uma pequena luz de esperança.

Precipita o barco velho e sujo dos olhos daquela moça, e eu. Digo. O escritor foi jogado pra fora e não poderá mais navegar naquele mar de belas ilusões, mas sabe que um dia elas vão se concretizar, assim como o dia vira noite, o sol irá se por pra você. Ele se aproxima do ouvido dela como um suicida se aproxima da borda de um prédio e recita, seu último suspiro.” - Último Suspiro. Miguel Lima.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Simples de Coração

             "Lembrei daquele momento em que a alma transbordava a vida num belo contexto de silêncios e sofrimentos, até porque a vida não teria graça sem o sentir. Perco-me na confiança de uma alma, ela já não acredita mais na vida, ela não acredita em mim, em minha poesia, em minha fantasia.

 Em Meias palavras para essa sombra transtornada de medo do escuro, enquanto caminhava sobre o alto de um prédio, tendo a luz da preciosa lua como sua guia, com aquele crucifixo batendo em seu peito com um brilho quase apagado, sentindo a inspiração das estrelas. O Som da morte era muito alto, uma cantoria, uma bela voz, quase entorpecente para aquele pobre corpo cansado e sofrido, ele caminha até a borda do prédio, a brisa acariciava sua pele, e o vento ia contra seu rosto fazendo seu cabelo balançar e sugerindo para que ele não prossiga com aquilo. Chegando a borda, ele coloca sua cabeça para ver o que estava acontecendo e se depara com uma garota chorando sua linda música, cantando sua triste vida e pendurada na superfície de um sonho quase esquecido.

Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar, e sua pele estava pálida com um ar de frieza e desdém, ela fitava o universo e as estrelas, ignorando totalmente aqueles grandes olhos arregalados do rapaz platonicamente apaixonado, sem pensar ele estica uma de suas mãos num ato de buscar aquilo que realmente tem valor... Uma vida.

Inconscientemente seus olhos não encaravam aquele ser que gritava para que ela se reerguesse, só pensava na vida triste que tinha levado e não queria pensar mais em nada a não ser se soltar para o eterno nevoeiro que havia abaixo daquele andar.

Exausto de esticar o braço, ele começa lembrar de sua vida num arco infinito, por que estava sofrendo tanto para ajudar alguém que estava no mesmo barco que ele? Alguém que era como ele, na sua cabeça tudo começou a fazer sentido, sua vida não era ruim como pensava e sempre teria alguém para dar o valor necessário.

Inteiramente sua, as estrelas eram como caminhos a seguir e eles sempre davam a algo intenso e brilhante, e por mais que elas brilhassem ao longe, ele poderia sentir seu calor e sua brandura.


Triste e angustiado por não poder ajudar aquela estrela tão bela que estava quase caindo em terra e perdendo seu brilho, ele começa a chorar por não ser bom o suficiente, e uma lágrima de tristeza cai dos seus olhos, mostrando que ele estava vivo e sentia, e ao cair no rosto da garota, ela desperta, piscando e encarando aquele homem, que sorri ao ver que conseguiu alguma coisa, ela para de cantar, segura a mão dele e sobe, sobe para o céu esplendido para viver um amor cósmico, junto as estrelas, junto com aquele brilho quase apagado." Simples de Coração. Miguel Lima

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Luzes Gêmeas

“Estranhamente eu não me afogava naquele mar de desilusão. Minha energia vital havia sido levada, junto com ela, um nó contendo minha virtudes desatadas em forma de raiz. As bolhas saiam de minha boca, meu corpo é praticamente congelado por conta da grande quantidade de neve que eu havia produzido com meu suor obscuro e sem sol.

            A tormenta aperta cada vez mais com a força do meu pensamento e com a tristeza de minhas lágrimas, sucumbidas nessa hora solene.

            Uma sombra surge diante de tempestade. O céu era negro e os raios caiam do meu lado ascendendo parte do meu coração com suas descargas elétricas. A sombra se aproxima revelando parte do seu rosto, segura nas minhas mãos, elas eram frias e quase sem vida, nossos dedos se entrelaçam e ela fixa seus olhos nos meus, aqueles olhos verdes, iguais a uma pedra de jade. E da sua intensidade sai uma tremenda descarga elétrica, desta vez, forte o suficiente para iluminar meu coração, vejo que aquela sombra se parecia muito com a luz contida em meu peito.


            Antes de eu tentar me aproximar, ela entra numa poça de agua que a tormenta havia criado e eu encantado pela sua energia e intensidade a sigo adentrando seus mais belos sonhos. E estranhamente eu não me afogava naquele mar de desilusão.” Luzes Gêmeas. - Miguel Lima.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Filho

“Desperto mais uma vez do sono eterno, seu pai havia voltado e sua fome pelos humanos estava maior do que qualquer coisa. Sentiu que era seu dever acabar com isso de uma vez por todas.

            Correu pela floresta mais densa e se infiltrou no castelo que uma vez foi seu lar, o local estava muito diferente da ultima vez, aquela ruínas apareciam a cada mil anos, sempre diferente da ultima.

            Pronto para a batalha se depara com a morte e ela numa tentativa de sabotar seus planos toma para si todos os pertences e desaparece no vazio da escuridão. Mesmo desarmado e sem proteção, continuou seu caminho, matando todos aqueles que um dia já foram seus aliados.

            Adentrou em um pesadelo, viu sua mãe sofrer novamente nas mãos dos humanos, angustia e sangue escorreram pelo o rosto da bela dama, naquele momento a luxúria o enganará. Agora, sem escolha, precisava subir ao topo e enfrentar seu pior inimigo o famoso caçador de vampiros. Um Belmont. Venceu a tensa batalha, seu mundo virou de ponta cabeça quando notou que o inimigo era outro, dessa vez a ganância o enganará, refez todos os caminhos, buscou respostas, as relíquias de Vlad Tepes te deixavam cada vez mais perto de seu pai e a meia-noite poderia se encontrar com ele, e a batalha milenar aconteceria entre pai e filho.

            - Volte para onde você veio! Nunca mais perturbe a alma de minha mãe! – Exclama Alucard guardando sua arma.

            - Como? Como foi derrotado assim?! – Responde Drácula com medo e perturbação.

            - Você esteve condenado dês de que perdeu a habilidade de amar. – Diz Alucard olhando tristemente para seu pai acabado.

            - Ah... Sarcasmo... O que adianta um homem ganhar o mundo, mas perder a própria alma? – Suspira Drácula pressentindo aquele que o fim estava mais que próximo. - Diga-me, filho Quais foram as ultimas palavras de Lisa?

            - Ela disse. “Não odeie os humanos, Alucard. Se não pode viver com eles então não os faça nenhum dano. Mas o destino não sorriu pra ela. Ela pediu para te dizer que amaria o senhor por toda a eternidade.

            - Lisa! Me perdoe! Adeus meu filho! – Essas foram as ultimas palavras de Drácula antes de ser consumido pela luz.


            Era Alucard o lendário filho do Drácula que depois de vencer a árdua luta contra seu próprio pai, poderia descansar pela eternidade até que algum novo mal ameace o mundo novamente. O Castlevania vai sendo levado para o além de um buraco negro e toda dor de um passado é levado embora, restando somente à vitória diante a lua cheia.” - Filho. Miguel Lima

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Floreio de uma Alma

"Deitado descansando de uma tensa caminha acabo dormindo sobre aquelas pequenas plantas que cobrem aquele chão úmido do orvalho, o sol ainda não nasceu, mas já preenche o céu com seu pequeno ponto de luz, o ar era gelado e gostoso, não avia nenhuma nuvem só um grande azul. O jardim era infinito, de um horizonte ao outro, só conseguia enxergar aquela grande cerca viva que fazia um labirinto infinito. A canção era uma só, reconhecia aquela voz. Levanto descansando e pronto para mais uma corrida, porém a incerteza me cerca junto com essas plantas, respiro fundo e continuo o caminho que a princípio era um só.

Me encontro cercado por todos os tipos de flores dês da papaína até as orquídeas, as cores foram um esplendido show de misturas. Percebo que ao olhar para o céu vejo que ao norte se encontra a Lua Nova e atrás de mim, o Sol, os dois muito bem visíveis, era estranho parecia um sonho bom e tranquilo. Meu coração acelera com cada passo dado e sinto nossas almas se entrelaçando num romance quase vazio com sua inexistência, procuro entender a vida e as palavras da última vez, eu não queria deixar aquilo para trás, pretendo terminar de escrever aquelas belas palavras, essas que serão as últimas.


Observo a mim mesmo naquele silencio e nas longas passadas pela grama daquele lugar místico e quieto, quando ouço uma voz e ao virar para primeira entrada a direita, encontro uma moça, bela e formosa num vestido branco e florido, ela dá um sorriso caloroso, eu ando até ela, cansado e acabado, seguro sua mão e encontro a rosa perfeita nos teus olhos. A noite havia caído, era possível ver tanto o sol, quanto a lua, o universo estava totalmente exposto marcado por estrelas, constelações, planetas e a vastidão do infinito, todos conspirando para nós e somente nós. Seu olhar fica triste ela solta minha mão e se afasta de mim, seu olhar fixo no meu mostrava desanimo e pouca fé. Uma rosa brota do chão e com ela várias outras, elas sobem e começam a se enrolar no meu corpo, abrindo grandes e profundas feridas e me impossibilitando de reagir... O que devo fazer? Enquanto sinto o aconchego dos espinhos." - Floreio de uma Alma. Miguel Lima.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Luzes Brilhantes

Aquela noite quente de verão era a última do ano, só podia esperar até meia noite para apreciar os fogos da vista mais bela vista de minha vida, o prédio não era muito alto, mas estávamos na cobertura, olhando o céus e as estrelas e apreciando a praia ao longe, ela com um vestido branco com rendas de flores, seu cabelo ainda estava curto e preto, eu a observava abrir e fechar a boca, mas a única coisa que ouvia era meu pensamento dizendo o quanto aquilo significava para mim. Eu estava de camisa amarela buscando me encontrar naqueles grandes olhos e naquela aura de rainha, enquanto eu era um escravo desejando ser um rei. Nós tínhamos nos divertido bastante naquele dia, a piscina estava ótima, sua família era alegre e divertida, me sentia como se fizesse parte de algo muito mais importante do que imaginava.

            Meu pensamento foi quebrado quando uma música dos anos 80 começou a tocar, todos os prédios estavam ouvindo Samba, pagode, sertanejo e derivados, fiquei surpreso quando me virei e vi a mãe dela colocando uma música diferente das outras, as duas começaram a dançar em uma sinergia em que só pais e filhos tem, tudo ficou em câmera lenta pra mim, ela ria sem parar e como não lembrar de sua risada? Seus olhos fechavam levemente, ela encolhia os ombros e soluçava sua risada. Senti meu sorriso no canto na boca, sempre foi difícil descrever o que eu sinto, mas se naquela noite você me perguntasse, com toda certeza eu te daria um texto com meu maior sentimento.

            As duas pararam de dançar, ela parou onde estava, deu um leve sorriso para mim e começou a se aproximar bem devagar e cada passo vinha um clarão até meus olhos. A combinação da Alquimia é a coisa mais perfeita do mundo, cabelo preto, lábios vermelhos e pele branca. Ao chegar bem perto seu olhar se fixou no meu e eu pude sentir seu verdadeiro calor, ela selou seus lábios nos meus, libertando meu desejo de tela em meus braços naquele momento e para sempre.

            A queima dos fogos começou e lembro-me de abraça-la e assistir atentamente cada luz brilhante, e são essas imagens que ficam presas em minha mente, o estopim para o fogo ardente de cada um daqueles foguetes e as lindas cores tomavam conta dos meus olhos naquele momento.

            Deitamos naquele sofá ostra que tinha ali do lado, um anjo sorridente apagou as luzes, a música calma tocava e enchia nossos ouvidos com sua beleza sem fim, eu só conseguia me concentrar naquele momento perfeito, seguramos nossas mãos e ficamos ali, deitados olhando um para o outro, trocando sorrisos e harmonias dos nossos seres. Minha boca abriu um pouco, como se eu fosse dizer algo, mas eu parei e abaixei a cabeça. Eu podia ter dito, podia ter dito antes que fosse tarde demais, meus verdadeiros sentimentos dos quais nunca tive oportunidade de dizer ou mostrar. Eu fui escravos dos meus próprios estereótipos, enquanto ela era minha Rainha, eu poderia ter sido seu Rei. - Luzes Brilhantes. Miguel Lima


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Cancelado

"O sol planeja voltar logo, porém os dias continuam esquecidos. A noite gélida e sombria. O homem de longa capa que anda na rua muito suavemente, sabia o que estava fazendo. O crucifixo batia em seu peito com os passos, sua mente ainda parada naquele lugar onde se perdeu mesmo sabendo a saída, a chuva fina e fria caia em sua cabeça com longos cabelos pretos, seus olhos mortos e cansados fitavam o chão e fuzilavam a água. Um poste ascende. Seus olhos logo sobem focando diretamente a luz, mas ela era forte demais, cansa e desgasta-os, mas havia uma luz, mesmo para uma alma perdida, havia uma luz e isso fez seu coração bater novamente." Cancelado(Texto muito velho). Miguel Lima.

Singularidade

          Era um belo fim de tarde, o sol despejava suas ultimas películas da esperançosa luz, o vento era calmo e frio, aquela noite seria o solstício de inverno. A chácara do “meu tio” era grande, cheia de arvores e com um gramado imenso onde nós e os cachorros costumávamos correr e pular durante o dia, e quando a noite caia, nós íamos dormir em barracas, já que a casa não estava totalmente pronta, mas aquele dia ia ser diferente dizia eu sorrindo enquanto falava com dois amigos meus, um grande e forte e com um magrelo louco. Tínhamos exatos treze anos de idade, e depois de um dia cansativo, nos sentamos na pequena casa para comermos e conversarmos sobre nossas incansáveis descobertas do dia. Lembro que ela havia sentado com a gente, aquela que tinha os cabelos vermelhos, olhos penetrantes e cansados, junto com sua incrível revolta com o mundo tal como ele é, alguém que eu realmente não conseguia tirar os olhos nem por um segundo.

            O Sol tinha acabado de se por e a Lua sobre nossas cabeças nos conectava mais uma vez com o vasto silencio do universo. Os grilos começaram a cantar dando inicio a sinfonia da natureza, e nós, sem nenhuma preocupação, continuávamos a jogar conversa fora, quando meu amigo louco apontou para um canto e gritou:

            - Vocês viram aquilo?! – Perguntou entusiasmado e correndo atrás de uma lanterna.

            - O que era? – Retruca meu amigo grande e forte, seguindo o louco com a cabeça.

            - Sei lá! Mas eu quero descobrir! – E com um salto ele corre pro meio da mata e logo
atrás meu outro amigo.

            - Você vem? – Perguntei pra ela, com algo que era pra ser um sorriso.

            - Mas é claro! – Ela se levanta e nós seguimos conversando até a entrada da mata.

            Aquela entrada nos leva a parte de baixo da chácara, onde havia um lago onde “meu tio” e seus cachorros nadavam, lá era muito escuro, não tinha nenhum tipo de iluminação e as arvores rodeavam tudo aquilo. Eu e a Moça descemos para encontrar os outros dois.

            Só conseguíamos ouvir os dois gritando e rindo bem alto, correndo atrás um do outro, enquanto nós estávamos um pouco longe conversando sobre absolutamente nada... Foi quando... Eu comecei a tremer... As coisas começaram a passar pela minha cabeça, coisas das quais eu nunca tinha feito, pois tinha medo, eu comecei a sentir o frio do ar, parei de ouvir o que ela dizia e ouvi meu coração batendo bem de vagar, observava a escuridão, mas só conseguia enxergar o que eu realmente queria, sentia o cheiro daquele perfume de pimenta que me fazia estremecer, segurei sua mão que estava quente e se misturava com o meu frio, e por fim interrompi sua fala com meus lábios trêmulos e inexperientes, sentindo o doce sabor da sua luxuria, enquanto eu sentia a intensidade da vida, a intensidade do meu sentir. Foi naquele momento escuro e frio que entendi a singularidade de todas as coisas. - Singularidade. Miguel Lima