terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Floreio de uma Alma

"Deitado descansando de uma tensa caminha acabo dormindo sobre aquelas pequenas plantas que cobrem aquele chão úmido do orvalho, o sol ainda não nasceu, mas já preenche o céu com seu pequeno ponto de luz, o ar era gelado e gostoso, não avia nenhuma nuvem só um grande azul. O jardim era infinito, de um horizonte ao outro, só conseguia enxergar aquela grande cerca viva que fazia um labirinto infinito. A canção era uma só, reconhecia aquela voz. Levanto descansando e pronto para mais uma corrida, porém a incerteza me cerca junto com essas plantas, respiro fundo e continuo o caminho que a princípio era um só.

Me encontro cercado por todos os tipos de flores dês da papaína até as orquídeas, as cores foram um esplendido show de misturas. Percebo que ao olhar para o céu vejo que ao norte se encontra a Lua Nova e atrás de mim, o Sol, os dois muito bem visíveis, era estranho parecia um sonho bom e tranquilo. Meu coração acelera com cada passo dado e sinto nossas almas se entrelaçando num romance quase vazio com sua inexistência, procuro entender a vida e as palavras da última vez, eu não queria deixar aquilo para trás, pretendo terminar de escrever aquelas belas palavras, essas que serão as últimas.


Observo a mim mesmo naquele silencio e nas longas passadas pela grama daquele lugar místico e quieto, quando ouço uma voz e ao virar para primeira entrada a direita, encontro uma moça, bela e formosa num vestido branco e florido, ela dá um sorriso caloroso, eu ando até ela, cansado e acabado, seguro sua mão e encontro a rosa perfeita nos teus olhos. A noite havia caído, era possível ver tanto o sol, quanto a lua, o universo estava totalmente exposto marcado por estrelas, constelações, planetas e a vastidão do infinito, todos conspirando para nós e somente nós. Seu olhar fica triste ela solta minha mão e se afasta de mim, seu olhar fixo no meu mostrava desanimo e pouca fé. Uma rosa brota do chão e com ela várias outras, elas sobem e começam a se enrolar no meu corpo, abrindo grandes e profundas feridas e me impossibilitando de reagir... O que devo fazer? Enquanto sinto o aconchego dos espinhos." - Floreio de uma Alma. Miguel Lima.

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