terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Aqueles que Vestiam Preto II

“65 Anos Depois.

A cidade que não para, Aeterna o centro do poder político e religioso do mundo atualmente, onde só aqueles que servem a igreja são salvos, o homem não tem mais tempo para a filosofia e a religião, ele só pensa em poder e mais poder. Uma cidade futurística cheia de prédios que tapavam os céus, luzes vinda de todos os lugares ofuscavam aqueles que viviam mais em baixo, igrejas abandonadas com pessoas pobres e sem abrigo, apenas buscando refugio naquilo que um dia prometeu o paraíso, a decadência de um povo, só podiam tentar sobreviver até se deparar com um Serafim – Máquinas de combate, criadas para exterminar aqueles que iam contra a igreja. A podridão de um ambiente, aquilo que intoxica os olhos e enfraquece o coração, o mundo tinha acabado para as pessoas simples e ignorantes. Todos os Padres foram assassinados junto com sua fé e benevolência, agora só a tirania vive a reinar por essa selva perdida num futuro esquecido.

Segurando uma faca enferrujada, Derek corria para seu único refugio, não conseguia pensar em outra coisa a não ser tirar aquelas pobres pessoas daquele local. Ele era um homem sonhador e guerreiro, porém pobre e faminto. Seu grupo era composto por idosos, mutilados, doentes, mães com filhos pequenos e algumas crianças e jovens órfãos desesperados por fugir daquele inferno.  A torre do relógio seria sua moradia aquela noite, e de manhã eles poderiam ir embora. Era véspera do ano novo, e aquele relógio havia sido abandonado a muito tempo, aquele lugar mágico onde milagres aconteciam, na parte de dentro as pessoas ficavam maravilhadas com as engrenagens que juntas faziam os ponteiros se moverem, juntas, faziam o tempo passar. O Vitral amarelo que protege o interno do externo iluminava aqueles olhos esperançosos e aqueles pedaços de madeira sujos e cheios de teias de aranha.

- Ótimo pessoal, podem descansar amanhã mesmo podemos contin... – Derek não conseguiu completar a fala quando foi surpreendido por um cruzado de um soldado que estava na espreita o tempo todo. A ordem desses soldados é matar pessoas fugitivas dos seus buracos, ninguém escapava da tirania deles.

Derek caiu no chão, a faca nos pés de um dos soldados, uma risada é ouvida de longe, o segundo soldados ria extremamente alto enquanto o terceiro rendia todas as pessoas com uma Metralhadora Semi-Automática, e o primeiro abaixa para pegar a faca de Derek. O primeiro Soldado ajoelhou por cima de Derek e socava seu rosto com muita força e desdém. Derek sente um aperto no peito, precisava fazer alguma coisa para salvar aquelas pessoas, sem pensar ele rapidamente desferi um soco na cara do soldado tirando ele de cima do seu corpo, levantou e correu atrás do que estava rendendo as pessoas, porém não contava com a facada
que levaria nas costas do segundo soltado, caiu de frente no chão sem qualquer tipo de reação.

- Está pronto para sofrer um pouco, rapaz? – Diz o Segundo Soldado pisando nas costas de Derek em cima do corte que tinha acabado de fazer. – Pode Atirar recruta!

A Ordem foi para o soldado que rendia as pessoas, nervoso por nunca ter feito aquilo e com medo de ser morto pelo capitão seguiu suas instruções, começou a fuzilar todas aquelas pessoas. Gritos de dor e desespero, eles não poderiam fazer nada, o relógio fazia aquele som agonizante do “Tic-Tac” os segundos iam passando e o sangue se misturando com o pó da madeira podre do local. Todas as pessoas estavam mortas, foi uma tremenda chacina, crianças, idosos, mulheres... Todos Mortos pela frieza daqueles Soldados, cuja função clássica era proteger essas pessoas.

O relógio bate meia-noite, já era um novo ano, Derek desmaiado não podia fazer mais nada a não ser esperar sua morte. Do lado de fora os soldados ouvem um carro freando e a Porta da Torre é arrombada por um Homem de Terno, um cachecol branco que chegava até os seus pés, usando um chapéu preto e segurando uma Thompson – Metralhadora usada pela máfia. Junto a ele acompanhava outro homem vestido da mesma forma, ele não usava chapéu, mas era careca e usava óculos escuros. E outro rapaz, parecia ser bem mais novo, seu cabelo curto estava para trás e com gel, com cigarro na boca e segurando duas Desert Eagle uma em cada mão – Pistola Prata com alto poder de fogo. O rapaz mais novo desfere o primeiro tiro em um dos soldados acertando-o diretamente na cabeça, e antes que os outros dois soldados pudessem reagir dois tiros atravessaram suas cabeças.

- Chegamos um pouco tarde. – Diz o Homem que arrombou a porta.

- Thomas, vá checar se alguém ainda está vivo. – Diz o Homem careca para o rapaz mais jovem.

Thomas imediatamente vai passando pelos corpos procurando algum vivo, mas é totalmente em vão, todos estavam fuzilados e sem vida alguma, até que Derek começa a se contorcer de dor. O rapaz corre até ele e grita para os outros dois.

- Pai! Pablo! Venham aqui tem alguém vivo! – Grita o Rapaz tentando não mexer com o corpo de Derek.

- Ora vejam só, você é sortudo em cara. – Diz Pablo cocando a careca estranhando como aquele homem sobreviveu.

- Carregue ele, temos que sair daqui, antes que mais deles apareçam! – Diz o mais velho deles levantando e acendendo um cigarro.


Derek com muita dor e sem saber o que tinha acontecido, da seu ultimo suspiro e desmaia novamente, na esperança de acordar em um novo tempo, um tempo que estava prestes a começar. Os Cassa Nova será seu novo refúgio.” Aqueles que vestiam preto II. Miguel Lima

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O Capitão da Tempestade

“Ele estava sentado em um trono no meio da ilha, a tempestade era forte e um pouco de névoa pairava sobre o ar. O General da Marinha com as pernas cruzadas me observava segurando o riso, ele estava me subestimando demais, mas eu também o subestimava. Concentrei minha energia e o vento começou a ressoar em volta de mim, lembrei dos ensinamentos daquela linda moça e senti o meu animal interior despertando e o meu braço se torna uma lâmina de vento, estou cem por cento no modo da Tempestade, mas o rosto daquele homem não muda, sempre com cara de deboche. Uso minha técnica Vendaval Súbito e em um piscar de olhos apareço atrás dele e enfio a espada de energia através do trono, porém ele já não estava lá e sim atrás de mim e rindo muito alto, eu me viro pra ele encarando aqueles olhos ferozes, coloco a mão no meu casaco e tira um dos meus cigarros, coloco-o na boca e ascendo sem tirar o olhar do General, ele pega meu cigarro, joga no chão, pisa e diz:

 - Você é muito jovem para isso, pequeno pirata. – Termina ele com uma gargalhada.

            Sentindo-me desafiado, pego outro cigarro, ascendo só que dessa vez assopro aquela fumaça tóxica na cara dele, ele franzi a cara e me da um soco muito forte virando minha cara e apagando meu cigarro, eu volto a olhar pra ele – com a boca sangrando, pego outro cigarro e ascendo sem nenhum medo, e dessa vez um soco mais forte atinge meu rosto me jogando longe naquele chão lamacento e cheio de sangue dos marinheiros. Ali mesmo eu ascendo outro cigarro, mais uma vez pra caçoar da cara daquele idiota, sentindo a água fria caindo no meu rosto, eu levanto minha coluna para observar a cara do General enquanto eu fumo novamente, assim que me levanto vejo ele vindo como um cometa rápido demais e sem pensar um chute acerta minha cara me jogando mais longe, dessa vez eu uso o Vendaval Súbito e apareço atrás dele com minha espada de energia e começo a cortar suas costas com toda minha força e rapidez, mas ele é como pedra, não faz nada, nem mesmo um corte, ele se vira me socando diretamente no estomago eu abaixo meu rosto com muita dor e um joelho sobe no meu rosto me jogando para o alto, eu uso minha habilidade novamente para encará-lo de frente, ele por sua vez prevê meu movimento e já me soca longe, eu uso o Ar ao meu favor e puxo uma corrente invisível dos pés dele fazendo-o cair e vir direto para mim e mais uma vez eu ascendo um cigarro para mostrar que não sou tão fraco quanto pareço.

            Para minha surpresa e desgosto ele se recupera no ar e me soca na cara novamente, parece que nada funciona naquele cara, ele é extremamente forte:

            - Cansei, hora de acabar com isso! – Suas palavras eram bem claras, mas o que me deu medo mesmo foi o seu braço que começou a brilhar.

            Ele surge na minha frente como a luz surge na escuridão e dispara um golpe com aquela mão brilhante, uso meu Manto da Anulação para escapar, porém incrivelmente ele acerta e me manda para cima quebrando meu braço esquerdo, ele pula para me pegar e eu uso o Impulso do Ar para desviar e dou um chute bem desferido em sua cabeça fazendo com que ele recue um pouco, condenso o ar para que forme um furacão nos meus pés, permitindo assim, meu vôo, agora as duas mãos dele brilham e no ar sinto minha morte chegando, começo então a assobiar, quem sabe o Kraken apareça pra me ajudar... É totalmente inútil, eu concentro minha energia na mão direita formando minha espada, sem medo e como um foguete eu desço em direção ao General, a energia dele é grande e com as duas mãos ele me encara com rispidez sabendo o fim daquela batalha. Aquele encontro de energia foi extremamente poderoso, a ilha começa a rachar e antes que eu morra uso meu Manto para segurar um pouco do golpe, mesmo assim sou jogado ao longe e uma cratera surge bem onde eu cai mostrando que o dano foi muito grande. Eu vejo no céu uma luz muito forte... Era ele descendo pronto para me matar e por um momento eu vejo os ensinamentos do meu Mestre e cara... Como ele era parecido comigo... A energia começa a ressoar dentro de mim, fazendo aquela tempestade ficar mais forte, e antes dele cair com o punho em meu peito, meu braço direito sobe formando uma espada gigantesca de pura energia atravessando a cabeça daquele pobre homem, sua luz cessa e ele cai do meu lado, totalmente morto, e um tentáculo surge do meu lado... Era o Kraken, ele finalmente veio.


            Estou em uma ilha totalmente rachada dando espaço para o mar, no chão, coberto de sangue, com os dois braços quebrados, e eu matei o General da Marinha, meu nome é Gaspar O Capitão da Tempestade e o Pirata mais forte de todos!” - O Capitão da Tempestade. Miguel Lima

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Apenas essa Noite

            “Apenas essa noite eu te entrego o prazer da dor, a dor que funciona como um prazer mútuo de nossos corpos enquanto meu calor se mistura com o seu, nos mostrando um caminho obscuro e entorpecente para o paraíso.  Seguro sua mão com firmeza e esmero, seu pescoço é meu alvo favorito, você respira fundo quando eu passo minha boca ao lado de seu ouvido e sussurro com poucas palavras o meu verdadeiro sentimento por você.


Seus olhos são como as chamas negras, clamando por mais lenha para que seu fogo nunca apague, seu cabelo flamejante nos rodeava com aquele fogo rubro e violento. Meu rosto vagueia pelo seu corpo em quanto minha boca faz o resto do trabalho, experimento sua alma com as próprias mãos e te entrego a luz da preciosa lua que nos cerca apenas essa noite, naquela chuva impetuosa." - Apenas essa Noite. Miguel Lima.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Devaneio das folhas daquele Outono

"O dia estava alaranjado, com as nuvens dançando em volta do todo poderoso sol que carrega a majestosa luz da vida. Ele andava com os olhos fechados, como se soubesse o caminho a seguir, seu corpo estava quente, mas não pelo calor, mas sim por algo que crescia dentro de si. O vento clamava aconchego e abraçava aquele humano com mente de homem e coração de menino, era como se aquela brisa levasse para o amanhã de cada dia, as folhas secas no asfalto, caídas das árvores há algum tempo, estralavam conforme seus pés as esmagavam. Ela andava com os olhos abertos, sem rumo algum, apenas seguindo a direção do sol, seu corpo também estava quente, mas era logo refrescado pelo mesmo vento que a acompanhava durante todos os seus dias de vida, cantava aquela velha canção que ninguém conhecia e sentia-se mais viva do que qualquer coisa. O céu fica branco acinzentado e as gotas da água fria começam a precipitar sobre as suas cabeças, mas os dois não ligavam, apenas seguiam o caminho, era como se aquilo lavasse a alma, e tudo aquilo era como um começo, um novo começo." - O Devaneio das folhas daquele Outono. Miguel Lima

domingo, 8 de dezembro de 2013

O Caminho

“Está trilhando por campos perigosos, e nisso não há dúvida. É preciso olhar para dentro, para a sua saúde psíquica. Mas tome cuidado. Não pense que, de repente, por conta de todas as glórias do passado, as honras do futuro virão da mesma forma. Cuidado, Miguel. ”

Ele havia me dito enquanto eu me preparava pra viagem mais difícil de minha vida, aquele velho... E agora estou aqui, andando no rumo do vento, tentando achar alguma luta digna de suor e sangue, o caminho segue para aquela floresta de onde eu tenho generosas recordações. À noite esta bela, as estrelas dançam no céu enquanto a Lua despeja seu brilho e fervor em forma de água dando forma a uma cachoeira que no final se esvai formando a fonte da eterna juventude. Me banho com aquela água e sinto o fulgor adentrar minha Aura e mostrando o que realmente sou, aquele que realmente procuro, aquele que se perdeu durante a nova Era.

Continuo andando, colinas que o Sol havia deixado colocado meu mundo em cinzas de um fogo que havia se esvaído há muito tempo, eu retorno a essa colina trazendo comigo aquela estela que me acompanhara em forma de Leão, comigo levo a Espada dos Sonhos para a Luta, o Arco da Ilusão para localizar e caçar, o Estandarte do Paraíso para julgar os vivos e os mortos e a minha velha Armadura do Aço-Frio que por dentro aprisiona o calor mais intenso e incandescente já conhecido, o buraco no peito não havia fechado. Me deparo com um ladrão sem retrato e sem sepulcro, pobre anjo abandonado pela vida, não vale a pena Lutar ou te Julgar, passo por ele andando calmamente enquanto suas pernas tremem, porém o Leão reage de forma diferente avançando diretamente, o Sol se pós sobre ele arrancando a cabeça e comendo o coração.

Me encontro com aquele castelo, aquele castelo que um dia eu havia sido assassinado pela Bruxa Escarlate, o tempo esta avermelhado, a Lua novamente banha o céu com o seu negro vasto, ela me aguarda... A alcateia me recebe com uivos de sabedoria e força, sentiram minha falta e eu senti a deles, a floresta densa que rodeava aquele monumento obscuro continuava me dando arrepios na espinha. Estou bem mais forte do que da ultima vez, planejo entrar novamente e sentir aquela adaga fria adentrando meu peito novamente, um risco, mas dessa vez serei digno de agüentar. E a tempestade começa e os tambores ressoam no céu eterno, junto ao meu coração que bate a cada pingo que chega ao chão. - O Caminho. Miguel Lima

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Conde Vlad Tepes Drácula

“E a vida se esvai em apenas uma gota de sangue, a escuridão domina o peito de todos os miseráveis que vão contra a minha palavra. Todos vazios por dentro, nada alem de angustia, sofrimento e desespero. O seu mundo em ruínas, o céu abre um novo tempo, onde a chuva agora é vermelha. Em meu novo reino espero o verdadeiro propósito, apenas aguardando para afogar a todos em suas próprias lágrimas e quando a noite cair a minha fome consumira a todos... Meu nome é Drácula.” Conde Vlad Tepes Drácula - Miguel Lima.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

The Black Rose shall bloom once more

"A calada da noite denunciava mais uma vez o sentimento obscuro por parte da Moça do vestido roxo. Os pássaros negros sobrevoavam o prédio acabado, as janelas destroçadas mostrava que o passado havia sido duro, almas sem rumo andavam pelos corredores agonizando e gritando por piedade. A Moça andava pelo prédio passando sua pequena e fina mão na parede, sua cabeça baixa fazia com seus olhos fitassem o chão frio e úmido, descalça e pisando em cacos de vidro não dava ouvidos para os espectros que tentavam sussurrar por perto de seu pescoço. No fim do corredor uma sombra de mulher surge fazendo exatamente o que a Moça do outro lado fazia, a sombra parecia segurar algo na mão direita. O corredor parecia finalmente estar acabando, ela finalmente levanta seu rosto para observar a sombra, seus olhos azuis falsos e inocentes e sua pele branca como a lua e o sorriso macabro faz com que os espectros sumam do local. As duas se encontram, a Moça e sua Sombra que eram idênticas em um juntar de mãos as duas se tornam apenas uma, bela e formosa. A Rosa Negra que estava em sua mão se torna um cajado e uma capa surge do seu ombro, estava na hora, o Sofrimento vai ganhar um novo nome, o Clã renasce. Surpreso em me ver?" - The Black Rose shall bloom once more. Miguel Lima.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Beijo da Morte

"A respiração era fraca e desesperada, a lua brilhava fortemente iluminando a moça quase morta. Seus olhos piscando devagar mostrava que dentro de seu coração a luta era incansável, uma lágrima desce pelo seu rosto... A luta foi perdida... Cinza, cinza toma conta de sua íris, segurou seu ultimo suspiro, ela estava lá... A criatura de grande assas negras, vestido preto profundo que se espalha pelo chão frio e úmido, cabelos brancos e sem alma, lábios vermelhos da cor da Morte. Ela vai chegando perto, só quer fazer uma nova amiga, a moça respira mais tranquilamente, pois diferente das pessoas normais, encara a Morte como algo especial. A Morte segura a moça nos braços como se fosse sua filha a muito tempo perdida no cinza vazio da vida. Seu rosto vai se aproximando da moça que permanece com os olhos fechados, ela sente a respiração quente vindo das narinas da morta, aquele quente de aconchego, que dá cócegas e te deixa alegre por saber que a pessoa está viva e perto de você, seus lábios selam um trato de liberdade e o coração da moça finalmente para de bater." O Beijo da Morte. Miguel Lima.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Aqueles que Vestiam Preto I

"Dês do principio aqueles que possuem a fé em um ser inigualável dominam o mundo, e usam o nome dele para se obter o que é mais cobiçado pelo homem, ouro. Quando descobriram uma forma de criar seres extremamente fortes a igreja consegue dominar o mundo, com a repressão e o medo desse exercito poderoso. O projeto A.N.J.O foi lançado visando obter mais que ouro, obter domínio mundial, e como ninguém poderia contestar contra eles, simplesmente tivemos que abaixar a cabeça... Mas por pouco tempo.  

 Minha Família nunca aceitou tal coisa. Tudo começou com meu avô que com apenas 15 anos teve que presenciar uma horrível fatalidade, seu pai morreu de uma forma horrenda na frente de seus próprios olhos, pelo peão mais fraco desse exercito miserável, sentiu que devia fazer alguma coisa, sua unica fonte de renda era seu pai que trabalhava em um barzinho tocando jazz, com o pouco dinheiro que dava era pra sustentar nossa família de 5 pessoas, meu bisavô Riccardo Augustos Cassa Nova, minha bisavó Madallena Rosalina Cassa Nova, meu avô Bernard, meu tio-avô Pietro de 10 anos e minha tia-avó Angelina de apenas 4 anos. Eles pagavam muito para a igreja, só sobrava para comer e olha lá. Se não pagasse os tributos as pessoas seriam executadas na frente das câmeras indo diretamente para a TV aberta, a situação era nojenta para o mundo, estava na hora de fazer alguma coisa. Com a morte de meu bisavô, meu avô decidiu fazer alguma coisa, cansou da vida medíocre, cansou de ver sua irmã chorar de fome, cansou de ver sua mãe trabalhando com o corpo para sustentar seus filhos. Minha família sempre foi culta, meu bisavô sempre leu muitos livros, como o novo chefe da família era meu avô, ele teve que dar conta de ler todos todos os livros deixados por ele, na grande maioria era livros de Detetives, Mafiosos e Criminosos inteligentes. 

Minha bisavó faleceu quando meu avô completou 16 anos por conta de uma doença fatal e suas ultimas palavras para ele foram "A vida nem sempre é tão bela, a vida favorece os corajosos, sua alma é pura, meu filho. Cuide de seus..." Ela nunca conseguiu terminar a fala, minha tia-avó chorava desesperadamente pedindo comida, e foi naquela noite que meu avó conheceria seu destino.

A noite era fria, o céu resplandecia um lampejo intimidador, a chuva logo iria cobrir as calçadas daquele bairro pobre e triste... Era matar ou morrer. Bernard andava cabisbaixo procurando uma lixeira, quem sabe poderia encontrar algo pra comer, sua irmã não parava de chorar, então teve que usar seu irmão para faze-la rir um pouco, ele era ótimo nisso. Um clarão na sua frente chama a sua atenção, um estralho agonizante de fazer o coração parar faz Bernard cair para traz de medo. Um membro do clero executou um civil no meio da rua, o pobre garoto paralisado de medo observa aquele homem que usava uma especie de túnica com fios de ouro, um sorriso macabro estava estampado em seu rosto e a sombra cobria seus olhos, sem ao menos olhar para o pobre menino ele resita algumas palavras que mudariam a vida de Bernard para sempre "Avise seus pais para nunca deverem para mim, se não é isso que vai ocorrer com eles." e logo depois aquela gargalhada seguida de vários tiros sobre aquele pobre corpo era de fazer os olhos de qualquer um lacrimejarem de tanto ódio. O misterioso membro do Clero entra no beco, o garoto assustado corre para o encontro do corpo tentando reanima-lo de alguma maneira e ao balançar seu corpo um Revolver Magnum Calibre 357 cai de seu sobre tudo... Estava na hora de fazer alguma coisa, a vida daquele jovem começa a passar diante de seus olhos, tudo o que fizeram com sua família, tudo o que estão fazendo com as pessoas, fez seu coração congelar, já não sentia mais nada, tremendo ele pega a arma, respira fundo, engatilha e entra no beco. Uma chuva muito forte começa, ele ainda pode ouvir as gargalhadas daquele canalha ecoando pelos becos, o garoto corre sem cansar, estava com sangue nos olhos, ia pelo menos ter sua vingança a justiça iria abrir os olhos naquela noite. Chegou do outro lado da rua e avistou o membro do clero apontando a arma para alguém, Bernard chegou de mansinho por traz do homem, apontou a arma na cabeça dele e soltou um grito, a bala com um grande poder de fogo explode a cabeça do homem e joga o garoto magrelo para longe, o sangue cobria seu corpo, o sangue daquele homem nojento, ele levanta meio atordoado e vai ver como a pessoa esta, mas é tarde a pessoa estava com dois furos no peito era uma mulher, morena e muito bela, porém toda acabada. Não estava acabado ainda, o garoto revistou o homem pegou sua carteira que havia muito dinheiro, dinheiro que daria pra mais de um ano e arrancou os fios de ouro de sua túnica. Percebeu que estava sendo observado, ele aponta arma para o beco e grita "Vamos! Saia ou eu atiro!", uma garota pequena que aparentava ter sua idade surge da escuridão em lágrimas, parecia com fome e estava toda suja, ela suplica suspirando "Deixe... Deixe pelo menos o corpo de minha mãe em paz", Ele respira normalmente e meio sem jeito diz "Eu sei como se sente, perdi meu pai faz um ano e perdi minha mãe a pouco tempo, só tenho meus irmãos... Eu precisava fazer alguma coisa com esse imbecil" Termina ele chutando o corpo em um lugar inapropriado. "Meu pai morreu ali atras, eu não tenho mais ninguém, estou sozinha...". Bernard arregala os olhos e pergunta "Como se chama garota?", "Elisia e você?", "Meu nome é Bernard... Quer vir comigo? Tem dinheiro o bastante para todo mundo aqui" diz ele com um pequeno sorriso, a chuva fica mais forte e a garota cai em lagrimas, agradecendo aquele garoto que virou homem. 

Meu pai sempre conta a história do meu avô e da minha avó, eles deram inicio a uma nova ordem no mundo e as pessoas começaram a lutar graças a coragem dos dois, agora a minha família os Cassa Nova é a Mafia mais poderosa do mundo... Mas a operação A.N.J.O só esta começando e nós precisamos fazer alguma coisa." - Aqueles que Vestiam Preto. Miguel Lima.

domingo, 1 de dezembro de 2013

O Arlequim

"Com as palmas calorosas as pessoas se encontram encantadas com o espirito e a vontade sem fim dos atores. O mundo preto e branco mantem sua escolha diante dos telespectadores. A dança que engrandece os olhos, a Mascarada Dama Vermelha cobre o salão com sua sensualidade, um poema é recitado em seu nome pelo Mágico Melquior - O Belo, todos em um sigiloso silêncio enquanto sua mão tira um boque de flores roxas da majestosa carola. Outra salva de palmas, a coxia se abre, a garotinha cabisbaixa sentada na frente abre a boca com alegria e seus olhos brilham dando cor aquele mundo desolado que sua mente havia criado para si. A chave de toda a alegria, o Arlequim se posiciona no palco para mais uma de suas apresentações, com o coração em mãos, alguém naquela noite estrelada iria saborear aquele devaneio de ilusões." O Arlequim. Miguel Lima.

Início

Na verdade eu nem sei o porque de criar um blog, um amigo (créditos a vó ao Matheus Theodoro) me recomendou e falou que daria certo, eu só espero que seja verdade. Começarei postando textos antigos (só não postarei os pessoais) e vou separar por épocas e datas pra ficar mais fácil.

Obrigado dês de já.