"A
respiração era fraca e desesperada, a lua brilhava fortemente iluminando a moça
quase morta. Seus olhos piscando devagar mostrava que dentro de seu coração a
luta era incansável, uma lágrima desce pelo seu rosto... A luta foi perdida...
Cinza, cinza toma conta de sua íris, segurou seu ultimo suspiro, ela estava
lá... A criatura de grande assas negras, vestido preto profundo que se espalha
pelo chão frio e úmido, cabelos brancos e sem alma, lábios vermelhos da cor da
Morte. Ela vai chegando perto, só quer fazer uma nova amiga, a moça respira
mais tranquilamente, pois diferente das pessoas normais, encara a Morte como
algo especial. A Morte segura a moça nos braços como se fosse sua filha a muito
tempo perdida no cinza vazio da vida. Seu rosto vai se aproximando da moça que
permanece com os olhos fechados, ela sente a respiração quente vindo das
narinas da morta, aquele quente de aconchego, que dá cócegas e te deixa alegre
por saber que a pessoa está viva e perto de você, seus lábios selam um trato de
liberdade e o coração da moça finalmente para de bater." O Beijo da Morte.
Miguel Lima.
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