terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Beijo da Morte

"A respiração era fraca e desesperada, a lua brilhava fortemente iluminando a moça quase morta. Seus olhos piscando devagar mostrava que dentro de seu coração a luta era incansável, uma lágrima desce pelo seu rosto... A luta foi perdida... Cinza, cinza toma conta de sua íris, segurou seu ultimo suspiro, ela estava lá... A criatura de grande assas negras, vestido preto profundo que se espalha pelo chão frio e úmido, cabelos brancos e sem alma, lábios vermelhos da cor da Morte. Ela vai chegando perto, só quer fazer uma nova amiga, a moça respira mais tranquilamente, pois diferente das pessoas normais, encara a Morte como algo especial. A Morte segura a moça nos braços como se fosse sua filha a muito tempo perdida no cinza vazio da vida. Seu rosto vai se aproximando da moça que permanece com os olhos fechados, ela sente a respiração quente vindo das narinas da morta, aquele quente de aconchego, que dá cócegas e te deixa alegre por saber que a pessoa está viva e perto de você, seus lábios selam um trato de liberdade e o coração da moça finalmente para de bater." O Beijo da Morte. Miguel Lima.

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